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Criada por escritura notarial em Fevereiro de 2000 e, reconhecida pelo
governo português em 7 de Abril do mesmo ano, a Fundação Aristides de Sousa
Mendes foi pensada com o intuito de promover o respeito pelos
Direitos
Humanos, tendo como referência a acção humanitária do diplomata português
que lhe dá o nome.
Efectivamente, durante a II Guerra Mundial, envolvendo-se
numa actuação humanitária, Aristides de Sousa Mendes optou por salvar vidas,
em detrimento dos seus interesses pessoais, vindo a sofrer a perseguição
sistemática por parte dos poderes instituídos, até ao fim da sua vida.
Com o apoio financeiro do Ministério de Negócios Estrangeiros, a Fundação
adquiriu a ‘Casa do Passal’, pertencente, em tempos, ao Cônsul Aristides de
Sousa Mendes e que, de modo simbólico, representa o sacrifício dos
interesses pessoais em prol de valores mais altos.
A aquisição
desta casa reveste-se de grande importância para a Fundação,
constituindo sede da mesma, e a possibilidade de se perpetuar valores
através de um Museu alusivo a Aristides de Sousa Mendes e aos refugiados do
Holocausto. É nesse sentido, que a Fundação tem concentrado os seus esforços
na recolha de fundos para proceder ao restauro do imóvel.
Por outro
lado, visando sempre os princípios que pautaram a sua criação, a Fundação
tem participado em diversas iniciativas e colaborado com entidades como escolas, universidades
e meios de comunicação. Esta colaboração
tem-se concretizado ao nível da cedência de documentação, da preparação de
artigos e de material de divulgação sobre a acção do Cônsul, e da presença
de alguns dos seus membros em conferências, exposições e homenagens,
realizadas em território nacional e no estrangeiro, bem como da
celebração de protocolos com algumas instituições.
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